jueves, 14 de junio de 2012

Artículo interesante sobre selección - A practicar el portugués


Veja dicas sobre como responder às perguntas de entrevistas de emprego
G1 listou questões comuns nas seleções e pediu dicas a especialistas.
Recomendações são falar verdade e citar situações vividas nas respostas.
Marta Cavallini Do G1, em São Paulo
A entrevista é a etapa decisiva para quem está procurando emprego. Por isso, é a mais temida dos candidatos. De acordo com especialistas, não há respostas prontas para as perguntas, pois vai depender do que a empresa busca no profissional, e isso inclui características não apenas técnicas, mas principalmente comportamentais. Há quatro meses procurando emprego, o analista de marketing Leonardo Marchetti já passou por seis entrevistas desde outubro do ano passado. Marchetti acha que muitas perguntas são subjetivas e causam dúvidas na hora de responder.

“Algumas como ‘Qual a posição você acha que mais adequada ao seu perfil, ‘Quais são seus pontos fortes e onde você enxerga chances de desenvolvimento’ e a clássica ‘O que você almeja para os próximos cinco anos’ eu não sei se respondo falando de mim, de coisas mais técnicas do trabalho ou de tudo junto”.
O analista de marketing Leonardo Marchetti passa boa parte do dia se cadastrando em sites de empregos (Foto: Arquivo pessoal)
O analista de marketing ficou cinco meses na Austrália fazendo intercâmbio, e ele conta que em todas as entrevistas teve de dizer por que estava há tanto tempo sem emprego. De acordo com ele, além das perguntas técnicas sobre a experiência, outras perguntas se repetem em todas as entrevistas como "O que você pretende trazer para a empresa se for contratado" ou "Onde você se vê daqui a cinco anos". “Você não conhece a empresa por dentro ainda, não sabe se o que está falando pode ser um absurdo. As coisas acontecem tão rápido e tão de repente que cinco anos é um tempo longínquo. Acredito que são perguntas desatualizadas que não provam muito a capacidade do candidato para a vaga”, diz.
Para Marchetti, muitas questões tentam desvendar a personalidade de um modo forçado. “Acredito que muita gente vai a entrevistas com respostas já pensadas, para falar aquilo que o recrutador está querendo escutar, e isso tira a chance de muitos que são até mais capazes na função, mas não têm esse jogo de cintura para respostas prontas.”
Rudney Pereira Junior, gerente de projetos do Grupo Foco, acha que a entrevista ideal é aquela que pede para o candidato dar exemplos de como se comporta em certas situações. “Eu vou conseguir saber os pontos fortes e fracos através das perguntas sobre comportamento”, afirma.

Pereira Junior diz que não dá para escapar de clichês como criativo, dinâmico, ansioso, flexível nas respostas para perguntas que pedem para o candidato falar dele mesmo. Mas ele alerta que se optar por algumas dessas palavras, é recomendado citar uma situação em que uma dessas características predominou. “Até quando for falar que é ansioso cita o exemplo, isso pode ser visto como qualidade”, diz.
“Ao responder questões como "Onde você se vê em cinco anos ou dez anos", não pode dizer que quer ser dono de uma empresa. Por que a empresa vai contratar alguém que não quer ficar no emprego? Nem que quer ficar no mesmo lugar porque dá a ideia de ser estagnado”.

Sobre o motivo da saída do emprego anterior, Pereira Junior diz que não é preciso mentir, pode até falar de problema de relacionamento com o chefe, mas sem se aprofundar. E sobre o motivo de querer sair da empresa atual? “Pode dizer que não está mais aprendendo na função, que quer assumir mais responsabilidades e ter mais oportunidades de crescer”.

E se o recrutador perguntar o porquê de ter ficado muito tempo sem emprego, Pereira recomenda sinceridade na resposta. “Pode dizer que estudou, que viajou, que cuidou da empresa da família e que passou por algumas seleções que não deram certo”.

O gerente de projetos diz que o entrevistado tem o direito de perguntar se tiver dúvida. “Pode questionar, por exemplo, se o recrutador quer que ele aborde o aspecto pessoal ou profissional na resposta”, diz.
O G1 reuniu algumas perguntas que são comuns em entrevistas de emprego e pediu para o coach Roberto Recinella, para a gerente da área de expertise sales & marketing da Hays, Amanda Oliveira, e para Renato Grinberg, diretor-geral da Trabalhando.com, darem orientações sobre as respostas. Veja abaixo.

QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FORTES?
Roberto Recinella: Fale a verdade e tenha exemplos de situações em que pôde usá-los. Lembre-se de que cada função exige um ponto forte, então se você está se candidatando ao posto de auxiliar de escritório, liderança não é um diferencial, já disciplina, sim. Não aja como “papagaio de pirata” tentando dizer o que o entrevistador quer ouvir.

Danielle Mendonça: Foque sua resposta em características profissionais e evite cair em clichês como liderança e trabalho em equipe. Diga sempre a verdade e cite como projetos realizados e situações para expor as características. Se você citar como ponto forte a capacidade de tomar decisões rápidas, conte alguma situação em que tinha um grave problema e que, com poucas informações e pouco tempo (sempre definindo e detalhando qual eram essas informações e tempo), você tomou determinada decisão. Importante contar como foi esse processo de tomada de decisão e os resultados.

Renato Grinberg: Seja objetivo e fale o que realmente acredita que você tem como qualidade. Alongar-se demais pode demonstrar um excesso de autoestima ou prepotência.
QUAIS SÃO OS SEUS PONTOS FRACOS?
Roberto Recinella: Diga a verdade e exemplifique reforçando quais ações que você está tomando para melhorar os pontos fracos. Por exemplo: não domino inglês, mas estou fazendo um curso X ou não sou formada, mas já estou cursando a faculdade Y, estou me aperfeiçoando na área de vendas fazendo um curso em gestão comercial.

Danielle Mendonça: Os exemplos devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os pontos fracos. Se citar como ponto fraco ser impaciente, conte uma situação em que isso ocorreu, os impactos negativos que foram causados, o que fez você tomar consciência dessa fragilidade e o que está fazendo para melhorar.

Renato Grinberg: Nesse caso, seja direto e sucinto – tudo que disser pode contar pontos negativos, mas não adianta esconder uma deficiência que mais cedo ou mais tarde aparecerá.
QUAL É O SEU MAIOR DEFEITO?
Roberto Recinella: Perfeccionista ou muito sincero não são defeitos. Já dificuldade em trabalhar em equipe, inflexibilidade, mau humor são defeitos. Todos têm defeitos, ter ciência de quais são e como lidamos com eles é o que faz a diferença.

Danielle Mendonça: Os exemplos a serem dados devem ser sobre ações que têm sido feitas para melhorar os defeitos.
Renato Grinberg: Clichês como “muito organizado ou perfeccionista” não pegam bem. Diga coisas que você acredita que tenha como defeitos, mas que não o atrapalhariam na contratação como ser ansioso, por exemplo.
FALE UM POUCO DE VOCÊ.
Roberto Recinella: Fale da sua experiência de vida, viagens, empregos e projetos anteriores. Caso tenha se destacado em alguma área fora da profissional, por exemplo, musical ou esportiva, pode citar.

Danielle Mendonça: Conte sua experiência de maneira resumida. Aqui é importante achar um ponto de equilíbrio entre ser prolixo e superficial. Descreva suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados obtidos, desafios e os porquês das mudanças. Não é necessário voltar até a época de faculdade, a não ser que seja questionado, que seja uma entrevista para o primeiro emprego ou um curso muito diferente de sua profissão.

Renato Grinberg: Seja generalista, não se aprofunde ou fale demais sobre você mesmo. Diga coisas leves e sempre positivas, mas seja sucinto.
ONDE VOCÊ SE VÊ DAQUI CINCO ANOS? E DAQUI DEZ ANOS?
Roberto Recinella: Resista a responder “em seu lugar ou CEO da empresa”. Prefira ser genérico, dizendo que espera ser uma pessoa feliz que enfrentou diversos desafios, fez diversos cursos, aprimorou sua formação e que através de suas competências e comprometimento conseguiu contribuir com os objetivos da empresa.

Danielle Mendonça: Seja realista e sincero, entenda a estrutura da empresa antes de dizer algo. Por exemplo: não é possível querer ser diretor em uma companhia que não possui o cargo. Faça uma autoavaliação e analise se suas pretensões são viáveis. Pode tanto falar de planos pessoais como profissionais, desde que sejam coerentes entre si. Por exemplo, não fale que quer crescer rápido profissionalmente, mas também ter qualidade de vida.

Renato Grinberg: Fale de possibilidades concretas em relação ao seu trabalho. Foque em o que você quer estar fazendo e não no tipo de cargo.
POR QUE VOCÊ QUER DEIXAR SUA EMPRESA ATUAL?
Roberto Recinella: Diga que deseja mudar de ramo porque não está satisfeito naquele em que está atuando ou que está à procura de novas oportunidades de crescimento, por exemplo. Nunca cite salário nem insatisfação com a chefia.

Danielle Mendonça: Tome cuidado para não expor pessoas e situações sem necessidade. Isso demonstra imaturidade. Foque mais na sua carreira, nos seus objetivos e como esse novo desafio pode ajudar a alcançá-los.

Renato Grinberg: Nunca fale mal das pessoas com quem trabalha ou do chefe. Isso pega mal. Se esse for o caso, diga que não está satisfeito com o ambiente do local em que está trabalhando e dê algum exemplo.
POR QUE VOCÊ SAIU DA EMPRESA?
Roberto Recinella: Fale que está em busca de novos desafios e que quer mudar de ramo de atuação.

Danielle Mendonça: Seja sempre coerente e analise sempre os dois lados da história: o seu e o da empresa que você deixou. O mais indicado é sempre focar nos seus objetivos de carreira, as mudanças devem estar alinhadas com eles.

Renato Grinberg: Tudo vai depender do motivo real da mudança e lembre-se, que se mentir, na hora de pedir referências suas, o entrevistador vai descobrir a verdade, mas não fale mal da empresa. Procure o melhor ângulo do que realmente aconteceu.
FALE DO SEU EMPREGO ANTERIOR.
Roberto Recinella: Fale de suas conquistas, dos bons momentos, dos desafios que enfrentaram juntos, dos bons colegas, tentando sempre exemplificar as conquistas com fatos e histórias.

Danielle Mendonça: Explique suas funções, responsabilidades, projetos realizados, resultados obtidos e desafios.

Renato Grinberg: Não aproveite esse momento para desabafar. Falar que estava acumulando funções, que estava cansado de tantas atribuições, etc. Não fale mal da empresa ou do ex-chefe, foque nos pontos positivos da sua última experiência.
POR QUE HOUVE UMA LACUNA NO SEU EMPREGO ENTRE ESSE PERÍODO?
Roberto Recinella: Pode dizer que estava se aperfeiçoando, que precisou da pausa para criar seu filho, que cuidou de um familiar que estava doente, por exemplo, desde que as opções sejam verdade. Caso não, diga que está retornando ao mercado depois de um período de reflexão sobre o rumo que deveria dar à sua carreira ou que ainda não tinha encontrado o cargo que almejava compatível com suas competências.

Danielle Mendonça: Seja sincero, explique por que ficou fora do mercado por um tempo ou as dificuldades de se recolocar. Se ficou sem trabalhar para fazer cursos na área ou fora da área de atuação ou para viajar para outros países, pode dizer, pois muitas vezes esse tipo de atitude demonstra coragem e vontade de aprender e inovar. Deixe claro como tomou essa decisão e que isso fazia parte de um plano de carreira. Por exemplo, se deixou o emprego para viajar por um ano, importante dizer que tipo de conhecimento e experiência buscava e como isso poderia ser benéfico para sua carreira.

Renato Grinberg: Mesmo que por um motivo ou outro não foi possível conseguir trabalho nesse período, seja sincero, mas mostre que você usou esse tempo de uma maneira produtiva. Fez cursos, investiu em autoconhecimento, etc.
O QUE VOCÊ PODE OFERECER QUE OUTRO CANDIDATO NÃO PODE?
Roberto Recinella: Diga que não pode responder adequadamente, já que não conhece os demais candidatos, além disso, uma competência valorizada no mercado é justamente o trabalho em equipe. Você pode falar sobre as suas competências, mas nunca da falta delas nas outras pessoas.

Danielle Mendonça: Analise bem os pré-requisitos da posição e faça uma relação com seus pontos fortes, principalmente aqueles que já foram reconhecidos por gestores anteriores. Se você sabe que a posição busca alguém para gerenciar um grande projeto de reestruturação, conte uma experiência em que já liderou um projeto parecido, ou equipes em transformação, ou como fez parte de uma empresa que estava passando por uma grande mudança. Explique como foi essa experiência e quais ações suas agregaram positivamente.

Renato Grinberg: Essa pergunta tem a ver com autoconhecimento e conhecimento do cargo e empresa. Busque o que você tem de melhor para oferecer que seja relevante para aquele cargo/empresa.
CITE TRÊS COISAS QUE SEU EX-GERENTE QUERIA QUE VOCÊ MELHORASSE.
Roberto Recinella: Pode dizer algo do tipo: "O meu ex-gerente eu não sei, mas eu acho que devo melhorar..." Isso demonstra autoconhecimento e proatividade. Seja honesto e demonstre o que você está fazendo para melhorar as coisas citadas.

Danielle Mendonça: Diga a verdade, mas traga também exemplos de atitudes recentes para melhorar.

Renato Grinberg: Seja coerente com o que você acha que tem que melhorar, mas que obviamente não eliminariam você daquela função. Por exemplo, se a função é analista financeiro e você disser que tem dificuldades com números, não será contratado.
Qual seu objetivo na empresa?
Roberto Recinella: Pode dizer que pretende se empenhar ao máximo, superar desafios e auxiliar a empresa a atingir os resultados desejados e, se for reconhecido, crescer conforme as oportunidades oferecidas.

Danielle Mendonça: Se seu objetivo é crescer profissionalmente, mencione como você imagina que essa posição pode lhe proporcionar conhecimento, exposição, desafios e, assim, alavancar seu crescimento.

Renato Grinberg: Fale que quer contribuir para o crescimento da empresa, sempre trabalhando em equipe e também aprender novas coisas, se desenvolver e evoluir profissionalmente.

POR QUE A NOSSA EMPRESA DEVE TE CONTRATAR?
Roberto Recinella: Não fale que precisa aprender uma nova função, pois a empresa não é uma instituição de caridade ou uma escola. O melhor caminho é falar sobre seu comprometimento e citar situações em que você fez a diferença em cargos anteriores , os aprendizados e como deseja aplicá-los na empresa.

Renato Grinberg: Diga que está apto a atender às demandas e expectativas da empresa e dê alguns exemplos do que você acha que são essas expectativas.

QUAL O TIPO DE POSIÇÃO VOCÊ ACREDITA SER MAIS ADEQUADA AO SEU PERFIL?
Roberto Recinella: Diga que pode ser qualquer posição que possa fazer a diferença utilizando as competências da melhor forma. Cite resumidamente essas competências e em quais áreas elas seriam melhor utilizadas, como vendas, marketing , logística, administrativo, controladoria, etc. Aproveite a chance para recapitular e reforçar algumas de suas contribuições em empresas anteriores.

Renato Grinberg: Fale sobre liderança e motivação, mas não se esqueça de manter os pés no chão, tenha noção de quais as funções você pode desempenhar de acordo com sua experiência profissional.
O QUE VOCÊ ALMEJA NA SUA CARREIRA PROFISSIONAL?
Roberto Recinella: Diga algo na linha: ser um profissional reconhecido pelas minhas habilidades em gerar resultados sem que para isso eu precise desrespeitar normas e pessoas, além disso, ser capaz de reconhecer novas oportunidades que apareçam em minha trajetória profissional.

Danielle Mendonça
: Mencione aspectos de aprendizado profissional como conhecimentos específicos, participação em algum projeto, gerenciamento de equipe pela primeira vez; e de aprendizado pessoal, como lidar com pessoas diferentes de você, vencer grandes desafios, etc.

Renato Grinberg
: Pode dizer que quer se desenvolver profissionalmente e alcançar cargos cada vez mais relevantes na empresa, ou seja, ser capaz de cada vez mais agregar valor à sua função.
QUE TIPOS DE FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES VOCÊ APRECIA NO TRABALHO?
Roberto Recinella: Sugiro algo como aquelas que me desafiem, mesmo sabendo que muitas vezes terei que realizar muitas tarefas entediantes e rotineiras que são igualmente importantes para o sucesso do meu trabalho, mas algumas tarefas me encantam como finanças, vendas , logística, etc.

Renato Grinberg: Seja sincero e diga o que mais aprecia profissionalmente, mas sempre prestando atenção no perfil da vaga à qual você está concorrendo. Nunca diga: odeio falar ao telefone para uma vaga de vendas, por exemplo.
QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS E ELEMENTOS DO SEU TRABALHO QUE VOCÊ CONSIDERA MAIS IMPORTANTES?
Roberto Recinella: Trabalho em equipe, a soma do trabalho de todos que faz a empresa ser bem-sucedida e alcançar seus objetivos. Ter humildade de reconhecer quando preciso de ajuda para realizar uma tarefa e assim aprender como realizá-la. Proatividade para apresentar soluções e melhorar procedimentos e resultados.

Renato Grinberg
: Fale o que realmente você acha que é relevante para aquela função.

QUAL É A COISA MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ APRENDEU NOS ÚLTIMOS ANOS?
Roberto Recinella: Pode dizer que não sabe tudo ou nem sempre tem razão, que existem muitas pessoas que possuem habilidades e conhecimentos diferentes dos seus, proporcionando a oportunidade de aprendizado e desenvolvimento pessoal e profissional. Pode dizer ainda que a entrevista, independente de você ser selecionado ou não, já está proporcionando um aprendizado.

Danielle Mendonça
: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa posição e que possa ser utilizado pelo gestor. Exemplo: se um dos pré-requisitos é gestão de equipe, conte algum desafio que teve com sua equipe anterior.

Renato Grinberg: Fale sobre coisas profissionais que você realmente tenha aprendido e que sejam importantes para a nova função que você deseja assumir.
COMENTE UMA SITUAÇÃO EM QUE VOCÊ BUSCOU UMA NOVA RESPONSABILIDADE QUE DESAFIADA SUAS HABILIDADES.
Roberto Recinella: Sempre é aconselhável que antes de qualquer entrevista você revise seu arquivo mental de histórias e experiências profissionais, tanto as bem como as mal sucedidas. Nessa hora você deve acessá-las e comentar o acontecimento com objetividade, através da exposição de fatos e não de sentimentos.

Danielle Mendonça
: Busque algum exemplo de aprendizado que seja um pré-requisito para essa posição. Se você sabe que um dos pré-requisitos é gestão de equipe, e citou que um dos seus pontos fracos é impaciência, conte como alguém da sua equipe anterior o ajudou a melhorar essa característica.

Renato Grinberg
: Comente algo que tenha realmente acontecido, não minta, sempre explorando seus pontos fortes.
COMENTE UMA OCASIÃO NA QUAL VOCÊ TROUXE UMA NOVA E CRIATIVA IDEIA QUE IMPACTAVA A PERFORMANCE DE SUA EQUIPE.
Roberto Recinella: Se isso aconteceu mesmo, conte com detalhes de fatos, caso não tenha nada para dizer, não se preocupe, isso é o que geralmente acontece. Responda honestamente que você ainda não teve essa ocasião, mas isso não impede que ocorra a qualquer momento. Apenas não minta ou discorra sobre uma ideia esdrúxula ou comum só para poder responder.

Danielle Mendonça
: Se você sabe que um dos pré-requisitos é liderar um projeto de mudança ou reestruturação, conte exemplos em que, de forma diferente de tudo o que já havia sido feito, motivou e treinou sua equipe, e que assim eles se tornaram agentes de mudança na empresa, influenciando outras áreas.
VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE UMA FUNÇÃO PARA OUTRA?
Roberto Recinella: Se responder que sim, diga que desde que seja um desafio e contribua para a carreira e com isso possa contribuir com a empresa em sua estratégia de crescimento. Mas fale isso só se realmente pensar assim.

Danielle Mendonça: Foque sua resposta em 3 pontos: experiências prévias com exemplos de sucesso que o qualifica para a função, desejo de aprendizado e desenvolvimento nos pré- requisitos que você não possui e alinhamento entre essa função e seus objetivos profissionais.

Renato Grinberg: Diga que sim, e forneça um exemplo de flexibilidade. Por exemplo, um projeto que você realizou ou contribuiu e que teoricamente não era sua função na empresa.

VOCÊ SE SENTE PRONTO PARA MUDAR DE PAÍS OU ESTADO?
Roberto Recinella: Pode dizer que depende do estado, do país e das condições para a família quanto ao acesso e qualidade dos serviços de educação e saúde. Mas não deixe claro que não pode tomar nenhuma decisão sem antes falar com a sua família. O fato de você estar interessado em uma empresa ou determinado cargo não significa que deva “vender a alma” para conquistá-lo. Ouça seu coração. Mudanças devem ser pensadas e planejadas.

Danielle Mendonça: Não faz sentido buscar posições globais ou que tenham muito contato com outros países se o profissional não tem disponibilidade para viagens.

Renato Grinberg: Só responda positivamente se for verdade e se isso fizer sentido para você. Falar que sim e depois voltar atrás é um tiro no pé.
NO QUE OS CANDIDATOS DEVEM PENSAR ANTES DE DAR AS RESPOSTAS? SEMPRE NO LADO PESSOAL, PROFISSIONAL OU NOS DOIS?
Roberto Recinella: Nos dois. O candidato deve aliar sua trajetória profissional com a sua qualidade de vida. É um ser humano que tem vida pessoal e profissional e por isso deve responder pensando em sua experiência de vida como um todo.

Danielle Mendonça:
Ambos. O importante é manter a coerência, tanto o lado profissional quanto o pessoal devem estar alinhados.

Renato Grinberg: Trata-se de uma entrevista de emprego, portanto, as respostas devem ser profissionais, não pessoais.

¿Deporte en la oficina? Sí se puede!!!


Fitness hasta en el trabajo
En el mundo es habitual que empresas ofrezcan a sus funcionarios tomarse 10 o 20 minutos para realizar ejercicios y relajación. Ahora esto sucede en Uruguay.
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Es una tendencia mundial. Cada vez más las empresas apuestan a la motivación en sus equipos de trabajo para mejorar resultados pero también para conseguir un mayor bienestar de sus recursos humanos. Por eso en el mundo se ha instalado la necesidad de generar ambientes laborales atractivos, donde los colaboradores se sientan valorados, cuidados y estimulados, lo que a la larga significa mayores beneficios para las compañías. Una de las formas justamente de llegar con esos estímulos es mediante actividades físicas compensatorias, entre otras herramientas y actividades elegidas específicamente para las necesidades de cada emprendimiento. Sí, permitir que los funcionarios y empleados dispensen 5, 10 o 20 minutos a tareas de relajación, estiramiento y ejercicios, bajo las supervisión de un equipo multidisciplinario, es una de las tantas formas de motivación a las que hacen referencia las nuevas tendencias mundiales.
Lo que ya es conocido en el planeta, recién desembarca en Uruguay de la mano de Fitness Corporation, profesionales pioneros en este servicio en el país, que, según dicen sus responsables, tiene un bajo costo per cápita. "Sabemos que la motivación no proviene sólo de las ganancias económicas. Las personas no trabajan solamente por un sueldo. Quieren ser parte de organizaciones triunfadoras y competitivas, donde obtengan emoción, recompensa, crecimiento personal; donde vivan una experiencia laboral gratificante", explica el director de Fitness Corporation, el profesor Aníbal Malan, mientras supervisa los ejercicios y estiramientos de varios funcionarios del call center de la empresa financiera Pronto!.
Lo que actualmente está muy impuesto a nivel internacional, y es lo de mayor demanda entre compañías radicadas en el país, es lo que en Fitness Corporation llaman "Actividad Física Compensatoria". "Básicamente se trata de compensar la sobreexigencia postural y/o física. Muchas veces esa sobreexigencia se da justamente por no moverse. Tenemos varias maneras de trabajar de acuerdo al tipo de empresa y a los horarios e instalaciones disponibles. En primer lugar, el profesor encargado recorre las diferentes oficinas y con los voluntarios (siempre si el empleado lo desea) practica una ligera rutina de ejercicios específicos para la tarea que realizan. Por ejemplo, si manejan computadoras hacemos ejercicios para evitar la tendinitis, o para aflojar el cuello y la nuca, que se contractura mucho", explica Malan.
Habitualmente se realizan turnos, así mientras unos participan de la actividad física, los demás continúan trabajando. Luego cambian de manera de que todos quienes quieran tengan su espacio de ejercicio, masajes y relajación. "Esa modalidad se utiliza mucho en los call centers con los que trabajamos en Zona Franca y financieras de Montevideo, donde hay demanda telefónica permanente", indica el profesor en Educación Física y personal trainer, entre otros títulos que avalan su larga trayectoria en el área.
Al comienzo de cada rutina se realiza una intervención un poco más prolongada, de unos 10 minutos, donde se practican ejercicios específicos para la tarea que desarrollan, a modo de calentamiento. "Si cargan peso hacemos ejercicios de estiramiento lumbar y piernas; si es oficina elegimos movilidad de cuello y postura", entre otros.
Si la empresa lo requiere, y sus recursos humanos también, los profesionales conforman grupos con el fin de estimular la salud y un estilo de vida saludable. "Proponemos -habitualmente fuera del horario de trabajo y casi siempre los fines de semana- grupos de gimnasia, trote y caminatas. Realizamos una estratificación inicial de capacidades y armamos grupos: avanzados, intermedios y motivados", explica Malan, quien agrega que la diversidad de áreas en que se mueve Fitness Corporation permite elegir entre distintos programas "para dar en el clavo de las necesidades, con una enorme repercusión en el ambiente humano". "La repercusión ha sido excelente ya que se da un nivel de integración inédito, los compañeros se mueven frente a los otros en posiciones que no son las socialmente utilizadas".
EVITAR AUSENTISMO. Según señala el equipo multidisciplinario -integrado por profesores de Educación Física, nutricionistas, médicos y otros terapeutas- los DORT (disturbios osteomusculares relacionados al trabajo) son la causa más frecuente de disminución de rendimiento, patologías y ausentismo laboral. "Esto sucede por una exigencia reiterada en cuanto a posturas, o esfuerzos realizados en forma incorrecta o exagerada. Lumbalgias, tendinitis, dolores de cabeza o contracturas pueden ser disminuidas radicalmente con algunos ajustes en el lugar de trabajo", dice Malan.
Además de las rutinas diarias, el equipo brinda charlas de salud durante las jornadas de trabajo, que aportan información, prevención y conocimiento sobre algunas áreas de interés que afecten a los trabajadores o a la organización. Los temas más abordados son el tabaquismo, la alimentación, el manejo del estrés y las adicciones. "Estas actividades están alineadas con las nuevas tendencias de Responsabilidad Social Empresaria que actualmente están tomando relevancia", concluye el profesor.
i Más información en:
www.fitnesscorporativo.com
Integración y ergonomía
Se busca una mayor cohesión y espíritu de equipo en las empresas, explica Malan. "En este momento estoy preparando una salida al interior, con todas las personas de una empresa de recursos humanos. Son unas 75 personas a las cuales les vamos a proponer actividades divertidas, variadas, y que conlleven un contacto humano mucho mayor que el habitual. Los resultados son impresionantes y los efectos de una sola jornada se observan en toda la empresa durante mucho tiempo. El objetivo es que el funcionario se sienta (y esté) cuidado y parte de un grupo humano que lo valora".

martes, 5 de junio de 2012

¿Si sube el empleo, baja la desucupación? No siempre


Subió el empleo, pero creció la desocupación
A pesar de que la tasa de empleo aumentó, la desocupación sufrió un incremento en abril: se ubicó en 6%, subiendo siete décimas de punto porcentual respecto a marzo (5,3%), cuando había alcanzado un mínimo histórico.
En la explicación de este comportamiento del mercado laboral tiene especial importancia la tasa de actividad (personas que salen en busca de trabajo), que aumentó por encima de la de empleo. Es decir que la creación de nuevos puestos de trabajo (demanda laboral) no logró absorber la nueva oferta de trabajo.
Según los datos del Instituto Nacional de Estadísticas, divulgados hoy, la tasa de empleo pasó de 59,5% en marzo a 60,2% en abril, al tiempo que la de actividad aumentó de 62,9% a 64,1%.
En abril de 2011, el desempleo se había situado en 6,6%.
Desagregando por zonas, la desocupación golpeó con fuerza al interior del país, en donde subió 1,1 punto porcentual de marzo (5,3%) a abril (6,4%). En tanto, en Montevideo, la tasa de desempleo se mantuvo en 5,4%.
Teniendo en cuenta las edades, el desempleo bajó de 17,7% a 16,6% en los menores de 25 años, registrándose una significativa disminución en hombres y una suba en mujeres. Sin embargo, la tasa de desempleo para los mayores de 25 años aumentó de 3,1% a 4%.
Por otra parte, aumentaron el trabajo no registrado (comúnmente llamado en negro), que pasó del 26,2% en marzo al 27,7% en abril, y el subempleo, que llegó al 7,9%.
El País Digital

lunes, 4 de junio de 2012

Mayor cautela de los empresarios enfría contratación de personal

La cautela empresarial, de cara a un empeoramiento del escenario externo con mayores dosis de incertidumbre y menor crecimiento interno, llevó a una postura más conservadora a la hora de incorporar personal. Esa lectura choca con la visión de los sindicatos, que mantienen una hipótesis de crecimiento para los próximos años basada en proyecciones del gobierno y de analistas privados. Ante este contexto, los planteos de cara a los Consejos de Salarios -la mayoría de los cuales se iniciará en el próximo semestre y se extenderán a 2013- enfrentan dos visiones que definirán la dinámica del mercado laboral.
Varios analistas del área de recursos humanos consultados por El Observador se alinearon a la hipótesis de que la crisis europea añade mayor incertidumbre a la evolución de la economía local, lo que -conjugado a una mayor rigidez en la negociación colectiva-, ha provocado un ambiente de mayor cautela de parte de los empresarios al momento de contratar personal.
Asimismo, indicaron que otros factores como la formación y las capacidades inferiores a las requeridas también se suman a los problemas que enfrentan los empleadores a la hora de incorporar personal, especialmente en el rango de mandos medios hacia arriba.
Sin embargo, a nivel privado existe optimismo para que los buenos niveles de empleo se mantengan. Esto es debido a los grandes proyectos que requerirán contrataciones y, en algún caso, a la migración de puestos de trabajo desde Argentina hacia Uruguay, gracias a un marco de mayor estabilidad.
Una prueba incipiente es que el Índice Ceres de Demanda Laboral, un indicador que permite medir la evolución de las contrataciones, creció en abril por segundo mes consecutivo luego de cinco caídas acumuladas.
No obstante, el gerente de Servicios profesionales de Manpower, Neker de la Llana, dijo a El Observador que si bien en las últimas semanas se ha percibido más agitación en cuanto a las preocupaciones de los empresarios, la prudencia está instalada hace tiempo. "Desde hace varios meses hay una situación de precaución y por momentos de cierta reticencia, debido al clima de negocios existente en la región", sostuvo.
Agregó que "no se ve el dinamismo que se podía apreciar antes de la crisis de EEUU en 2008 y 2009, o después de la salida parcial de ella, durante 2010 y 2011". "Hoy hay un contexto no recesivo, pero menos dinámico", subrayó.
Por su parte, el gerente general de Advice, Federico Muttoni, coincidió con la apreciación sobre el conteo general y, además, explicó que "con la gran incertidumbre que se está viviendo, cualquier cosa que suceda en los mercados de Europa o EEUU termina impactando en el empleo". En relación a los Consejos de Salarios, agregó que "a nivel de los empleadores existe esa preocupación de no quedar atados con poca flexibilidad de ajuste ante una desaceleración".
Más allá de eso, el gobierno corrigió al alza para este año la proyección de crecimiento del salario real de 3,6% a 4,6%, según los lineamientos económicos para la discusión de la Rendición de Cuentas presentados por el Ministerio de Economía.
La flexibilidad que pretenden los empresarios fue planteada tanto por la Cámara de Industrias del Uruguay (CIU) como por la Cámara Nacional de Comercio y Servicios (CNCS) en términos de extensión de los acuerdos y de que los mismos se puedan efectuar en función de la competitividad de los sectores.
El presidente de la CIU, Washington Burghi, solicitó al gobierno que los convenios colectivos se reduzcan de tres a un año como forma de paliar efectos no deseados de la crisis internacional. El empresario sostuvo que había que tener "prudencia porque la incertidumbre es grande", y si los acuerdos se extienden, "cualquiera de las dos partes puede dar un paso en falso".
El gobierno no compartió el reclamo del industrial pese a reconocer su preocupación. En ese sentido, el ministro de Trabajo, Eduardo Brenta, recordó la recomendación de actuar con prudencia que definió el gobierno en la Rendición de Cuentas, pero aseguró que "perfectamente pueden establecerse convenios a tres años".
Lo mismo opinó el director del Instituto Cuesta Duarte (PIT-CNT), Milton Castellanos, quien, además, rebatió el escenario de "incertidumbre" que se plantea. "Los informes del Ministerio de Economía y de los analistas privados indican que en los próximos tres años habrá un crecimiento promedio de la economía de 5%", expresó. La expectativa oficial y de los expertos encuestados por el Banco Central está en 4% para este año.
Brenta dijo también que negociar todos los años genera "mucha incertidumbre" y "mucha conflictividad" debido a que ni bien se termina de firmar un convenio "ya se está pensando en el siguiente".
Pero además de los plazos, los empresarios buscan alinear la negociación con la productividad de los sectores, algo que reconocen difícil de establecer y de compartir los criterios para su medición. Lo que se pretende eliminar es que los acuerdos se establezcan en función de la capacidad de negociación de los sindicatos y/o de las empresas.
El presidente de la CNCS, Marcelo Lombardi, dijo que por este asunto existen reuniones entre empresarios, Poder Ejecutivo y PIT-CNT y que existen "coincidencias en la necesidad de mecanismos de flexibilidad que adapten el sistema de Consejos de Salarios".
"Hasta ahora -agregó- como hay buena situación económica el mecanismo ha funcionado con fluidez, pero no necesariamente lo hará en otros momentos".
Además de percibir la precaución de los empresarios, "en términos generales", la gerenta del área de reclutaciones de PWC, Geraldine Delfino, explicó que "existen serias dificultades para encontrar gente calificada para los cargos de mandos medios o más altos". Entonces, "las empresas tratan de retener al personal que tienen y capacitarlo".
Un poco de optimismo.
Más allá del escenario planteado, los expertos ven con optimismo algunos aspectos que pueden compensar la situación adversa.
De la Llana advirtió que existen proyectos que están en marcha, como Sofitel y Montes del Plata, que "tendrán un impacto positivo porque van a requerir empleados", y agregó que "debido al contexto de mayor incertidumbre que existe en Argentina", algunas compañías "trasladan operaciones hacia Uruguay", lo que hace que estén migrando puestos de trabajo porque se percibe al país con mayores garantías. Por su parte, Muttoni compartió esos criterios y agregó que "la crisis en España también puede significar una oportunidad para Uruguay".